Guia · Saúde
BPA, APAC e CIHA: o que é cada um e quando usar.
Entidade filantrópica que atende pelo SUS convive com essas três siglas todo mês. Errar o instrumento de registro significa produção não faturada. É trabalho feito que não vira recurso. Este guia explica a diferença em linguagem de quem opera.
As siglas
Comece pelo nome completo.
Metade da confusão desaparece quando as siglas são abertas.
BPA: Boletim de Produção Ambulatorial
O registro da produção ambulatorial da entidade. Existe em duas formas: individualizado e consolidado.
APAC: Autorização de Procedimento Ambulatorial de Alta Complexidade
Usada para procedimentos de alta complexidade ou alto custo, que exigem autorização.
CIHA: Comunicação de Internação Hospitalar e Ambulatorial
A comunicação de internações hospitalares e de atendimentos ambulatoriais.
O ponto que mais gera erro
BPA individualizado ou consolidado?
A escolha entre BPA-I e BPA-C não é preferência: depende de o procedimento exigir ou não identificação do paciente.
BPA-I, individualizado
Registra o procedimento com identificação do paciente, o que permite maior controle e rastreabilidade de quem foi atendido.
BPA-C, consolidado
Registra a produção de forma agregada, sem identificar o paciente.
APAC, procedimento principal
O procedimento de alta complexidade ou alto custo que serve de base para a emissão da APAC: diálise, quimioterapia, radioterapia, exames de imagem avançados.
APAC, procedimento secundário
Procedimentos complementares ao principal, que não exigem autorização prévia mas só podem ser registrados junto de um procedimento principal compatível.
Onde a produção se perde
O problema quase nunca é a exportação.
Quando a produção não fecha, a causa raiz costuma estar antes: o atendimento foi registrado sem o profissional, sem o CID, com a competência errada ou com o instrumento de registro trocado. Aí a exportação sai, mas sai incompleta, e alguém descobre no mês seguinte.
A outra causa comum é o registro em duas etapas: a equipe clínica anota em papel ou planilha, e alguém digita depois para faturar. Toda transcrição perde informação, e o que se perde é justamente o detalhe que sustenta o faturamento.
O que precisa estar no atendimento
O que o registro tem de conter antes de exportar.
Profissional identificado
O profissional responsável precisa ser informado antes de se chegar ao procedimento.
Competência correta
Mês e ano de referência da produção. É o campo que mais provoca reprocessamento.
Instrumento de registro
BPA individualizado, consolidado, APAC principal ou secundário. É possível registrar procedimentos com instrumentos diferentes no mesmo atendimento.
Procedimento e quantidade
O procedimento buscado na tabela do SUS, com a quantidade realizada.
CID da doença
A Classificação Internacional de Doenças vinculada ao procedimento.
Autorização, quando houver
Número e data da autorização, nos casos que exigem.
Caráter do atendimento
Eletivo, urgência, acidente de trabalho, acidente de trajeto e as demais classificações.
Fonte de remuneração
Na exportação, a fonte e o respectivo CNPJ. No caso de convênio ou plano privado, também o código TISS e o registro da operadora na ANS.
Como fica no HYB
O faturamento como consequência do atendimento.
No HYB, a exportação do BPA individualizado e consolidado, da APAC e do CIHA é gerada a partir dos atendimentos já registrados, por período e competência, com a fonte de remuneração informada. A equipe clínica registra o atendimento com evolução, triagem e medicamentos; o faturamento aproveita o mesmo registro.
Um atendimento raramente cabe em um instrumento só. Por isso o campo de instrumento de registro aceita BPA, APAC ou Múltiplos: escolhendo Múltiplos, cada procedimento daquele atendimento recebe o seu instrumento, entre BPA individualizado, BPA consolidado e APAC. Na hora de gerar os arquivos, a exportação deixa você escolher qual instrumento sair.
O paciente é vinculado ao cadastro único do beneficiário, o que significa que a criança atendida na fisioterapia é a mesma que está na turma da escola e no acompanhamento da assistência social. A organização consegue contar a história inteira do atendimento, não só a linha do faturamento.
E quando o paciente chega pela regulação, o agendamento não precisa ser redigitado: para as entidades do Rio Grande do Sul, a integração com o GERCON traz a consulta regulada para a agenda do profissional e devolve o atendimento, a falta e o encerramento ao sistema do Estado.
Aviso
Sobre este conteúdo.
Este guia é uma introdução conceitual para gestores de entidade. Layouts de arquivo, versões de tabela de procedimentos e regras de faturamento mudam por normativa e podem ter exigências estaduais e municipais específicas. Confirme sempre com a sua equipe de faturamento e com o gestor do SUS local.
Quer ver a exportação saindo do atendimento?
Agende uma demonstração e veja o faturamento SUS do HYB na prática.
